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Mutilação Genital Feminina

May 10, 2019

A Mutilação Genital Feminina, também conhecida por FGM (do inglês, Female Genital Mutilation) “...inclui todas as intervenções que envolvam a remoção parcial ou total do órgãos sexuais femininos externos ou provoquem lesões nos órgãos genitais femininos, por razões não médicas”. (OMS,UNICEF,UNFPA, 1997).

 

A declaração conjunta OMS/UNICEF/UNFPA classifica a mutilação genital em 4 tipos:

Classificação

  • FGM Tipo I: Remoção parcial ou total do clitóris e/ou do prepúcio. (cliredectomia)

  • FGM tipo II: Remoção parcial ou total do clitóris e dos pequenos lábios, com ou sem excisão dos grandes lábios.

  • FGM tipo III: Estreitamento do orifício vaginal através da criação de uma membrana selante, pelo corte ou oposição dos pequenos lábios e/ou dos grandes lábios, com ou sem excisão do clitóris. (infibulação).

  • FGM tipo IV: Todas as outras intervenções nefastas sobre os órgãos genitais femininos por razões não médicas. Como por exemplo, punção, picar, perfuração, incisão, corte, escarificação e cauterização.

 

A OMS estima que, em todo o mundo, entre 100 e 140 milhões de meninas e mulheres tenham sido sujeitas a um dos três tipos de mutilação genital. (OMS, 2000).Dados mais recentes indicam que, na África, 91,5 milhões de meninas e mulheres com mais de nove anos, sofrem atualmente as consequências da mutilação. Calcula-se que três milhões de meninas estejam expostas ao risco da mutilação genital, por ano na África.

 

A mutilação genital está associada á uma série de riscos e consequências para a saúde. Quase a totalidade das mulheres submetidas a esta prática sofrem dores e hemorragias. Outras consequências também são observadas em longo prazo, como dores crônicas, complicações no parto, perda completa ou diminuição do prazer sexual e consequências psicológicas como stress pós-traumático.

 

A mutilação genital é praticada em vinte e oito países Africanos, na Ásia e no Oriente Médio. Por conta dos movimentos migratórios, também é possível encontrar a prática na Europa e parte dos Estados Unidos. Na maioria dos casos, a mutilação acontece dentro de um ritual tradicional como os ritos de passagem, e vai ganhar nomes distintos em cada país. Como por exemplo, Kakia, no Togo, Sunna, no Sudão, Fanado, na Guiné-Bissau. Uma vez concretizada a mutilação é irreversível. Se a vítima sobreviver irá sofrer consequências físicas e psicológicas.